quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Quando a voz se cala...

Quando a voz se cala, o silencio abraça e dissolve...

Quando a voz se cala, o coração exala...

Quando a voz se cala, já não há nada a preencher...

Quando a voz se cala, a chama sagrada ressoa livre...

Quando a voz se cala, tudo acaba e tudo renasce...

Quando a voz se cala, toda a vibração é harmonia...



Quando a voz se cala...



A vida em toda a sua expressão,

Manifesta-se em divina sublimação,

E nessa presença nessa celebração,

Sentir ja não é mais uma percepção ou definição

Sentir é apenas a desintegração.


Paz

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ECO


Grata pelo ser em ressonância, sublime que me atravessa...

Grata por ser em cada momento, um espelho de tudo o que é.

Grata pelo vibrar de cada sinfonia, de cada melodia...

Grata pelo ajustes e rasgos de demência que afirmam a minha fé.

Grata por cada sopro suave e cada trovoada, que me faz provar de todos os sentidos.

Grata pelo mel que me corre nas veias, suco e néctar da essência divina.

Grata por cada bater de asas, que me eleva e me suspende.

Grata por toda a luz e todas as sombras pois só assim as cores se podem alcançar....

Grata pelo eterno abraço, mesmo quando a escuridão me rodeia...

Grata por me amar em cada eco e em cada pulsar.

Grata por saber o que é amar nessa verdadeira bênção.

Grata por cada lágrima que me faz perceber quando me afasto do meu coração.

Grata por cada sorriso que acompanha o meu regresso.

Grata por ser o observador em estado contemplativo e vivo que admira toda a essência.

Grata por ser luz quando tudo se apaga.....


Amo-me, em ECO permanente e isso porque navego em Ti....

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

ESTADO DE VÁCUO

O momento é de entrega suprema ao pulsar do coração em ressonância cósmica.


ESTADO DE VÁCUO TOTAL


Não há mais nada a acrescentar já tudo foi dito... agora o movimento é subtil e silencioso, a manifestação suprema do amor não carrega definições nem carece de público ou audiência.


Até porque a vibração exalada, já não mais, é percetível pelos nosso contornos físicos, e se a tentarmos perceber pela coerência de que dependemos, o colapso é eminente.



O momento é de pura contemplação.... despojado de qualquer rasgo racional, mental ou emocional, vamos despir, vamos soltar, vamos dispersar toda a nossa essência, num abraço continuo de amor.... onde tudo tem o seu lugar e onde nada se exclui...


Palavras que exprimam essa radiação não existem, pois a mente não tem definição para o que não pode captar.


É momento de agir, e não de teorizar.... e é tudo tão simples, embora não seja fácil, a fé conduz nos, nessa suspensão activa.

silencio....


" Neste momento de pleno Renascer, Viver, Existir, acto que suporta a palavra Amor, audível, vibrante onde inclusive os contornos físicos finalmente começam a sentir, compreender... abandonam a dualidade e nos seguem como UM neste estado de SER."