sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ciclo da Vida


Estou me a descobrir mais uma vez... renascer... despertar...

Não há muitas palavras que expliquem com exactidão o que se sente...

É estar de peito aberto e abraçar o todo com amor...


Por mais que se escrevam livros e livros sobre teorias e métodos, para o leitor, tudo não passa de conhecimento e processos mentais para que a mente se silencie... e transmitir isso sem amor e experiência de amor..é como dar um livro escrito de traz para a frente.

Pode parecer cliché, mas sempre se tem ouvido dizer que o que procuramos está mesmo debaixo do nosso nariz.


É de facto necessário encontrar de algum modo um rasto ou uma orientação que nos ajude a recordar e a progredir, libertando-nos de muitos conceitos que nos limitam.

Mas a vida é uma dádiva, e tudo isso está muitas vezes à nossa volta, bem pertinho, só que o quintal do vizinho é sempre mais aliciante, a curiosidade em conhecer a experiência dos nossos semelhantes leva nos por vezes a esquecer a nossa, e quando pensamos que estamos a despertar estamos apenas a tentar viver experiências alheias e reconhecer-se nelas. Ou então viramos-nos para dentro de uma maneira quase que egoísta e começamos a escavar pensando que se vai encontrar ... a revelação suprema, poder sobre si, auto controle da mente....


Nós somos na nossa essência o que de mais belo existe, libertar-se, ascender ou revelar-se não se atinge com esforço, nem com persistência, mas sim com amor, humildade e aceitação... palavras tão simples como estas, são fáceis de proferir mas fazer delas a experiência de cada dia não é assim tão óbvio. Tão simplesmente porque o sentimento que elas carregam é subtil, e não é que esse seja selectivo, na sua percepção, apenas é necessário considerar que temos muitos conceitos que nos vendam, carregam e dos quais não nos é sempre fácil desapegar-nos. São hábitos, heranças sociais e religiosas que por mais que não se entendam ou façam sentido já existiam quando cá chegámos e que de certa maneira ou por respeito ou por inercia os aceitámos como nossos.


Aceitar não está errado porque esse sentimento é sem duvida uma libertação, mas algo que aceitamos sem sentir não faz parte de nós, isso é estar a abdicar de nós é submeter-se, e isso de uma maneira ou de outra é uma contrariedade que mais cedo ou mais tarde acaba por ceder à pressão.




Procurar fazer a sua experiência em coisas pequenas no fundo é muito mais do que procurar reconhecimento alheio em grandes feitos. Não adianta complicar o que é simples, é como pensar que, estar bem com os outros ou fazer bem aos outros nos faz sentir melhor. Muito bem!
Mas... quantas são as pessoas que o fazem já o tendo feito com elas próprias?
Sim porque procurar dar aos outros em prol do nosso bem estar, serve nos de pouco e revela uma ausência.
Se não nos fizermos bem a nós mesmos, se não nos amarmos.... que temos nós?
Carência, que esperamos ser preenchida pelo que recebemos, fruto do que entregamos, aí colocamos expectativa no sentimento do amor e ao que nos leva a expectativa?
Desilusão....

O Amor não é nosso, é de todos como podemos reclamar o que não é nosso mas que nos é dado para partilhar....