quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O propósito é amar


Esquecemos porque, não recordamos, esquecemos porque não sentimos, esquecemos porque adiamos ou talvez porque apenas suspendemos demasiadas vezes o nosso verdadeiro instinto.
Muito poucos podem afirmar que agem em propósito do amor, mas não do amor por outrem, do amor simplesmente. Aquele sentir que é desprovido de quês ou de mas, e que se afirma e existe na sua mais pura essência. Amar é o propósito da nossa existência e é essa vibração que sustenta todo o ser. Quanto mais nos esquecemos dessa verdade, mais nos afastamos de nós.


E digamos que ao longo da nossa vida somos precisamente levados a fazer um percurso onde encontramos mais e mais justificações para não deixar fluir essa essência em concordância com o que é Ser.
Atribuímos actos e acções à expressão de algo que é nosso por origem absoluta. Negamos dessa maneira a nossa verdade. Amar não é ter um propósito, não é ter uma definição ou uma razão, amar é o nosso mais supremo propósito. Amar com entrega e agir de acordo com esse sentir, é algo que podemos reconhecer como ausente e substitui-se essa vibração por dever ou pena. Não se enganem, amar um parente, um amigo, um companheiro, e agir ao seu encontro substituindo amor e entrega por dever, pena, ou apenas para se sentir bem para seu proveito próprio nada tem a ver com amor.

Depois da tampestade





Após um momento de meditação, recolhimento, observação com o coração, em que tudo sossega e a harmonia e lucidez se instalam.
Revela-se mais uma experiência de vida enriquecedora, que entre temporais e calmarias mais me pareceu um castigo, má sorte, infortúnio ou um colapso emocional.
Quando a perspetiva é distante de nós mesmos e isso acontece porque fugimos de nós e perdemo-nos, tudo parece errado. Perdemos a razão, fé e amor-próprio e somos atropelados pelos mais pequenos vendavais e tornados que nos rodeiam.
Procurar a solidão quando nos perdemos é sem dúvida controverso, mas é a forma mais célere de voltarmos ao centro de nós.  Anká Devô

Amar doí?

Será que sabemos o sentido que faz amar na dor... será que isso tem algum sentido...
Então o que é que doi?
Amar?
Se amar é a essência de cada um de nós faz sentido que tenhamos que sofrer para "Ser"?
Doí romper com apegos!
Doí largar conceitos enraizados!
Doí soltar o que temos como dado adquirido.
Pois é!
Porque teimamos em cercar o amor de definições e metê-lo dentro de uma caixinha, e quando esta abre para a vida, doí sim, porque ele não cabe em lugar nenhum!
Apenas me pede para que eu o liberte...

Solte-o também.....

Abraço de Luz e Amor