Se considerarmos os sentimentos numa escala de intensidade, a paixão e o êxtase são por certo as que ocupam o lugar cimeiro.
A Paixão é sem dúvida um propulsor para o êxtase, e não me confinado apenas ao estimulo agregado à sexualidade, esse sentimento é profundamente enraizado por um interesse ou uma atracção que nem sempre conseguimos explicar. Afinidades infinitas que provocam a nossa atenção e que agregam intensidades de acordo com a nossa vontade de concretizar.
A Paixão, nesse fluxo orientado, tem a capacidade de provocar em nós alterações comportamentais, que nem nós mesmos conseguimos perceber ou entender. Isso porque ela nasce de uma vontade intrínseca de mudar de um padrão adormecido de vivência para uma estado desperto e activo onde a vontade de viver intensamente as suas acções se manifesta com mais amplitude e certeza.
Isto porque conseguimos "sem pensar" muito orientar esse fluxo para algo que nos satisfaz e nos dá prazer. Não procuramos satisfação na explicação, sabemos que é bom e isso chega-nos. No entanto, a paixão, ainda assim é considerada um excesso comportamental e como todos os excessos, provoca desequilibro a longo prazo se não evoluir para um outro estado mais estabilizado, desgasta-nos.
Na paixão a impulsividade, a inquietação, o entusiasmo e o desespero são emoções que tendem em tomar alguma proporção, excessos mais abusivos, controladores mentais, e por conta dessas emoções assim se aniquila um sentimento que na origem tinha tudo para tornar a nossa experiência de vida num êxtase permanente.
A Paixão não tem que desaguar num fanatismo de tormentos e martírios, numa provocação continua pela vida. Se na Paixão assistimos a ondas intensas de emoção, Sabemos que ela nasce de algo mais extenso e sereno... Toda a onda nasce do Mar, e esse mar imenso e infinito que abraça e acolhe todas as ondas é o Amor. Se a paixão nos prende o Amor Liberta, a paixão pode ser efémera o amor é eterno. A Paixão tem uma direcção um objecto o Amor não. A paixão pode ser a crista da onda, que nos faz mergulhar no oceano do Amor. Mas porque ele já existe, porque ele é que nos desperta para a vida, para as intensidades e para as calmarias.
É nessa entrega, constante pela intensidade e a quietude de regressar a uma calmaria abundante em nós que nasce o Êxtase. A aceitação dessa ondulação a que não pertencemos mas de que fazemos parte. E nesse continuo atento, nessa expressão, em postura consciente de rendição, do Amor e da Paixão nasce o Êxtase pelas subtileza da emoção.... como uma maresia constante em sublimação presente.
Com Amor
Anká Devô
sábado, 3 de junho de 2017
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Sou
Se Eu sou
tudo aquilo em que acredito.
Sou o centro
Sou o todo
Sou o infinito e tudo o
que o define na sua vasta imensidão.
É me fisicamente impossível desfazer essa
verdade.
Mesmo que
por vezes me assombre que essa verdade seja apenas um vislumbre inconsciente,
em simultâneo, preenche-me um grande conforto que me assegura que negá-la
trata-se apenas de um rasgo racional de tudo o que me rodeia.
A emoção
dessa verdade não obstante, cerca-me de um modo silenciador que me consola
porque reconheço a voz da sua origem e sei que jamais me irá confundir, faz
parte de mim está no mais profundo do meu abismo interior, esse, que já não me
perturba pela sua imensa e inesgotável permanência, necessária a uma expansão
ajustada à sua infinidade, passa a ser uma relação síncrona que emerge e
permanece na sua quietude inabalável.
Com Amor
Anká Devô
Uno em Amor
Uno em Amor somos a nota mais alta da Harmónica ressoante da vibração que integra e unifica o ser. É nesse estado que se regressa à origem.
É uma caminhada inerte, fora de conceitos, caracterizações e oscilações paradoxais que nos limitam à percepção, mas não à compreensão do tridimensional. A existência estende-se por todo o espectro matricial e ressoante, em que cada vibração produz um estado, forma ou dimensão existencial.
Regressar não é partir para algo é sim integrar, unificar. A consciência é algo de nós que oscila e percepciona cada estado, mais ou menos vibracional, mais ou menos denso.
O UNO, é um núcleo de energia altamente vibrante, como uma
esfera oscilando, que liberta ondas circundantes em volta. Há medida que o
comprimento de onda se propaga e se afasta do núcleo, diminui o seu grau de
vibração. É como um arco-íris, em cada zona do espectro vibracional produz uma
harmónica, uma cor, uma forma. Assim é criada a matriz geométrica de cada
dimensão. Cada uma destas dimensões, está constantemente ligada e sustentada
pelo núcleo que vibra numa permanente hiper-frequência. Esse vibrar é Amor, é a
base que sustenta toda a criação.
Afastamo-nos de nós, criamos limites e barreiras, imposições e nada disso cabe no Amor. E no fundo sabemos isso, mas com grande facilidade e num pequeno estalar de dedos respondemos a impulsos mecânicos, alguma vez tentamos sequer perceber ou percepcionar porquê? Em vez de sentir-nos agarramo-nos a regras de boa conduta. E que nos levam tentas vezes a uma contrariedade ou a uma submissão? Cada vez que isso acontece afastamo-nos da frequência e do núcleo, ficamos densos e limitados na dimensão a que podemos chamar de gaiola condescendente.
Afastamo-nos de nós, criamos limites e barreiras, imposições e nada disso cabe no Amor. E no fundo sabemos isso, mas com grande facilidade e num pequeno estalar de dedos respondemos a impulsos mecânicos, alguma vez tentamos sequer perceber ou percepcionar porquê? Em vez de sentir-nos agarramo-nos a regras de boa conduta. E que nos levam tentas vezes a uma contrariedade ou a uma submissão? Cada vez que isso acontece afastamo-nos da frequência e do núcleo, ficamos densos e limitados na dimensão a que podemos chamar de gaiola condescendente.
Nema Tava Surumi
Anká Devô
Vamos dançar
Vamos dançar
De olhos fechados escuto os silêncios
Num sorriso valido a presença
Ressoam em mim memórias de outros tempos
Ecos de outras crenças
Baloiço me no vento da Vida
Saboreio a doçura deste encanto
No soltar do movimento
Que me traz Harmonia
Sou numa imensidão descabida
Que se faz em mim como um canto
Que me abraça como um manto
Entregue ao pulsar da magia.
Anká Devô
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Observa o Momento
Quando pequenas coisas que por vezes nos parecem insignificantes, passam
a ser vistas como lições e sinais para uma experiência mais aprofundada
do momento que vivemos.
Procurar plenitude em cada acção e sentir cada
movimento em consciência faz do Ser um elemento mais desperto e lúcido.
Mesmo que a observação seja posterior é sempre uma mais valia observar
todos os contornos em
perspectivas diferentes, mas a partir do nosso
próprio centro.
Com Amor
Anká Devô
Estudo da vida é a nossa experiência nas mais diversas dimensões e a forma como abraçamos
cada uma.
O que alcançamos com mestria e humildade, por toda a eternidade é o supremo paraíso do Ser.
A dimensão onde todas as essências se encontram onde a luz brilha mais nítida, e onde o Amor é ...
Com
Amor
Anká Devô
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