Esquecemos porque, não recordamos, esquecemos porque não sentimos, esquecemos porque adiamos ou talvez porque apenas suspendemos demasiadas vezes o nosso verdadeiro instinto.
Muito poucos podem afirmar que agem em propósito do amor, mas não do amor por outrem, do amor simplesmente. Aquele sentir que é desprovido de quês ou de mas, e que se afirma e existe na sua mais pura essência. Amar é o propósito da nossa existência e é essa vibração que sustenta todo o ser. Quanto mais nos esquecemos dessa verdade, mais nos afastamos de nós.
E digamos que ao longo da nossa vida somos precisamente levados a fazer um percurso onde encontramos mais e mais justificações para não deixar fluir essa essência em concordância com o que é Ser.
Atribuímos actos e acções à expressão de algo que é nosso por origem absoluta. Negamos dessa maneira a nossa verdade. Amar não é ter um propósito, não é ter uma definição ou uma razão, amar é o nosso mais supremo propósito. Amar com entrega e agir de acordo com esse sentir, é algo que podemos reconhecer como ausente e substitui-se essa vibração por dever ou pena. Não se enganem, amar um parente, um amigo, um companheiro, e agir ao seu encontro substituindo amor e entrega por dever, pena, ou apenas para se sentir bem para seu proveito próprio nada tem a ver com amor.

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